quarta-feira, 16 de junho de 2010
segunda-feira, 7 de junho de 2010
Jovens das Oficinas de Informática (Oficineira Letícia) e de bordado em Pedraria (Oficineira Lúcia) do Projeto Fica Vivo participaram das atividades realizadas pela Comunidade Batista Cristo é a Vida, no Bairro Rosaneves.
No último dia 1º de Maio, o Pastor Jandeir, responsável pela igreja, realizou o 4º passeio ciclístico do Rosaneves, onde toda acomunidade pode participar.
Durante a manhã aconteceram diversas atividades como o passeio ciclístico, barraquinhas, rua de lazer (em parceria coma Secretaria de Esportes de Ribeirão das Neves) e sorteio de vários brindes doados pelos comerciantes do bairro.
O Evento contou com o apoio da Polícia militar que contribuiu com a segurança.

No último dia 1º de Maio, o Pastor Jandeir, responsável pela igreja, realizou o 4º passeio ciclístico do Rosaneves, onde toda acomunidade pode participar.
Durante a manhã aconteceram diversas atividades como o passeio ciclístico, barraquinhas, rua de lazer (em parceria coma Secretaria de Esportes de Ribeirão das Neves) e sorteio de vários brindes doados pelos comerciantes do bairro.
O Evento contou com o apoio da Polícia militar que contribuiu com a segurança.

Para refletir
O desafio do combate à violência
As formas de combater essa violência suscitam diversos debates entre acadêmicos, autoridades, políticos e a população em geral. Há uma diversidade de soluções apontadas para conter o crime que podem ser agrupadas em duas correntes principais. De um lado temos uma estratégia repressiva, na qual a ênfase se dá na responsabilização e punição do criminoso como meio de diminuir a incidência dos crimes. Para tanto, uma política repressiva buscará o incremento da polícia, maior rigor na aplicação das penas, mais eficácia da Justiça Criminal e aumento das penitenciárias.
Em um enfoque distinto, as estratégias preventivas visam a impedir que o crime aconteça, agindo sobre as causas sociais que incentivam a criminalidade. Nesse caso, a busca da inclusão social, a ressocialização do detento e a defesa dos direitos humanos são colocadas como meios de combater a violência. Uma política preventiva dá preferência à assistência social, em detrimento da punição e vê a causa do crime na situação social e não na responsabilidade do indivíduo criminoso.
O controle da criminalidade violenta é um processo complexo que envolve uma negociação delicada na busca da ordem social que deve passar pelo respeito aos direitos individuais. O esforço em diminuir a incidência de crimes envolve não só a ação policial ou assistencial, mas uma cooperação entre diversas áreas como o sistema educacional, de saúde pública, de Justiça Criminal, atividades culturais, condições de moradia e emprego etc. A articulação adequada dessas áreas, focada principalmente no público jovem, é o desafio para uma política de segurança pública que possa trazer resultados positivos.
As formas de combater essa violência suscitam diversos debates entre acadêmicos, autoridades, políticos e a população em geral. Há uma diversidade de soluções apontadas para conter o crime que podem ser agrupadas em duas correntes principais. De um lado temos uma estratégia repressiva, na qual a ênfase se dá na responsabilização e punição do criminoso como meio de diminuir a incidência dos crimes. Para tanto, uma política repressiva buscará o incremento da polícia, maior rigor na aplicação das penas, mais eficácia da Justiça Criminal e aumento das penitenciárias.
Em um enfoque distinto, as estratégias preventivas visam a impedir que o crime aconteça, agindo sobre as causas sociais que incentivam a criminalidade. Nesse caso, a busca da inclusão social, a ressocialização do detento e a defesa dos direitos humanos são colocadas como meios de combater a violência. Uma política preventiva dá preferência à assistência social, em detrimento da punição e vê a causa do crime na situação social e não na responsabilidade do indivíduo criminoso.
O controle da criminalidade violenta é um processo complexo que envolve uma negociação delicada na busca da ordem social que deve passar pelo respeito aos direitos individuais. O esforço em diminuir a incidência de crimes envolve não só a ação policial ou assistencial, mas uma cooperação entre diversas áreas como o sistema educacional, de saúde pública, de Justiça Criminal, atividades culturais, condições de moradia e emprego etc. A articulação adequada dessas áreas, focada principalmente no público jovem, é o desafio para uma política de segurança pública que possa trazer resultados positivos.
Projeto de vida: para jovens que querem mais
“Por tanto amor, por tanta emoção, a vida me fez assim, doce ou atroz, manso ou feroz, eu caçador de mim. Preso a canções, entregue a paixões, que nunca tiveram fim, vou me encontrar, longe do meu lugar, eu caçador de mim. Nada a temer senão o correr da luta, nada a fazer senão esquecer o medo (...) Longe se vai, sonhando demais, mas onde se chega assim? Vou descobrir o que me faz sentir eu caçador de mim.”
Luiz Carlos Sá e Sergio Magrão - Caçador de mim
Tão sensível e visceral, a poesia dessa música pode ser um primeiro texto para refletirmos sobre o que é um Projeto Pessoal de Vida, e como é importante conhecer-se para poder dar passos seguros rumo à realização pessoal. Assim, cada jovem, como pessoa saudável e feliz, terá a segurança necessária para ser protagonista da construção da sua própria história e da sociedade em que vive. Por isso é necessário organizar e planejar os rumos da própria vida.
Uma maneira de concretizar esse planejamento é através da elaboração do Projeto Pessoal de Vida. Ele é essencial para toda mulher e todo homem, é um caminho de opções e discernimento que influenciará os rumos de uma pessoa que quer ser feliz. Pensar e escrever o projeto de vida ajuda cada pessoa que o faz a encontrar os elementos necessários para que possa tomar decisões maduras e acertadas, contribuindo para sua realização como pessoa ativa na sociedade.
Passos na elaboração do projeto
Muitos(as) educadores(as) de jovens têm se especializado em conhecer esse exercício, primeiro para si, para construir seus próprios projetos de vida, depois, e como desdobramento, se capacitam para ensinar e acompanhar outras pessoas.
A construção do Projeto Pessoal de Vida começa com uma pergunta existencial: qual é o meu lugar no mundo? Para responder a esta questão é necessário recordar a história pessoal e procurar retomar, com a inteligência e com o coração, os caminhos por onde cada um andou. Esse exercício pode se tornar algo muito especial e prazeroso porque envolve, necessariamente, o diálogo com outras pessoas. O ponto de partida poderá ser uma conversa com pais e mães ou com os demais familiares e gente próxima, escutando-os sobre você e os acontecimentos que o(a) cercaram desde o seu nascimento.
A elaboração do Projeto Pessoal de Vida é um processo contínuo, que se faz no cotidiano. Jamais poderá ser um trabalho para crescer e caminhar sozinho. Depois dessa primeira parte, a sugestão é você ampliar um pouco mais o olhar. Pensar as relações com Deus, consigo, com os outros(as), com as coisas; em casa, na escola, no grupo de amigos, de jovens, no trabalho.
Não é bom que o planejamento do projeto de vida seja um exercício para a auto-suficiência, voltado só para a pessoa que o elabora. Ao contrário, é bom que seja um instrumento para a pessoa estar mais inteira, trabalhando para o crescimento do coletivo.
Um novo passo é pensar a pessoa e suas relações mais próximas e que tanto influenciam nossas escolhas. Chegou, então, o momento de conversar com os(as) amigos(as), com os(as) colegas do grupo de jovens, da escola e do trabalho. É indispensável nesse momento conversar sobre como anda a vida do planeta, como está o momento sociopolítico do país, como se está cultivando ou não as relações interpessoais com o(a) namorada(o), com os(as) amigos(as), com a turma do grupo de jovens, com o pessoal da escola e do trabalho etc. Uma pergunta fundamental é: que projeto pessoal de vida quero construir?
A ausência de um projeto de vida pode levar à perda da própria história, correndo também o risco de perder a própria identidade, bem como as perspectivas de futuro. Sonhar o futuro mobiliza a razão e o coração frente ao novo que nos desafia a fazer parte e a ser construído. É uma experiência saudável e estimulante para toda pessoa, mas, para um(a) jovem, é como uma fonte de inspiração para os ideais e as ações que certamente trarão felicidade para si e para outros(as).
Colocando no papel
Inicie revendo os aspectos mais importantes de sua vida: personalidade, família, estudos, trabalho, amizades, namoro, a comunidade e a sociedade em geral e responda mentalmente: O que tenho de deixar de fazer, já? O que tenho de começar a fazer, já?
Em seguida pegue sua agenda ou caderno e de forma mais sistemática responda às questões que propomos:
1) O que sou? Características, valores, potencialidades, limites, condições de vida etc.
2) Em quem acredito? Qual o rosto/imagem/experiência/visão de Deus que a minha vida deixa transparecer? Em que pessoas, de casa e da comunidade, confio? De quais lutas e causas participo? De quais quero participar?
3) Qual o meu compromisso? “Eis que faço novas todas as coisas.” Que sinais, que respostas concretas devo dar na vida, no cotidiano? Estabeleça metas a curto e a médio prazo.
4) Liste os recursos e pessoas que você poderá buscar para ajudar a realizar o seu projeto.
Agora é cabeça e mãos a pensar e a escrever. Não perca tempo, comece agora a fazer esse caminho rumo a horizontes do encontro consigo mesmo e com todas as pessoas que sonham e lutam pela vida e a querem cada vez mais bonita.
“Por tanto amor, por tanta emoção, a vida me fez assim, doce ou atroz, manso ou feroz, eu caçador de mim. Preso a canções, entregue a paixões, que nunca tiveram fim, vou me encontrar, longe do meu lugar, eu caçador de mim. Nada a temer senão o correr da luta, nada a fazer senão esquecer o medo (...) Longe se vai, sonhando demais, mas onde se chega assim? Vou descobrir o que me faz sentir eu caçador de mim.”
Luiz Carlos Sá e Sergio Magrão - Caçador de mim
Tão sensível e visceral, a poesia dessa música pode ser um primeiro texto para refletirmos sobre o que é um Projeto Pessoal de Vida, e como é importante conhecer-se para poder dar passos seguros rumo à realização pessoal. Assim, cada jovem, como pessoa saudável e feliz, terá a segurança necessária para ser protagonista da construção da sua própria história e da sociedade em que vive. Por isso é necessário organizar e planejar os rumos da própria vida.
Uma maneira de concretizar esse planejamento é através da elaboração do Projeto Pessoal de Vida. Ele é essencial para toda mulher e todo homem, é um caminho de opções e discernimento que influenciará os rumos de uma pessoa que quer ser feliz. Pensar e escrever o projeto de vida ajuda cada pessoa que o faz a encontrar os elementos necessários para que possa tomar decisões maduras e acertadas, contribuindo para sua realização como pessoa ativa na sociedade.
Passos na elaboração do projeto
Muitos(as) educadores(as) de jovens têm se especializado em conhecer esse exercício, primeiro para si, para construir seus próprios projetos de vida, depois, e como desdobramento, se capacitam para ensinar e acompanhar outras pessoas.
A construção do Projeto Pessoal de Vida começa com uma pergunta existencial: qual é o meu lugar no mundo? Para responder a esta questão é necessário recordar a história pessoal e procurar retomar, com a inteligência e com o coração, os caminhos por onde cada um andou. Esse exercício pode se tornar algo muito especial e prazeroso porque envolve, necessariamente, o diálogo com outras pessoas. O ponto de partida poderá ser uma conversa com pais e mães ou com os demais familiares e gente próxima, escutando-os sobre você e os acontecimentos que o(a) cercaram desde o seu nascimento.
A elaboração do Projeto Pessoal de Vida é um processo contínuo, que se faz no cotidiano. Jamais poderá ser um trabalho para crescer e caminhar sozinho. Depois dessa primeira parte, a sugestão é você ampliar um pouco mais o olhar. Pensar as relações com Deus, consigo, com os outros(as), com as coisas; em casa, na escola, no grupo de amigos, de jovens, no trabalho.
Não é bom que o planejamento do projeto de vida seja um exercício para a auto-suficiência, voltado só para a pessoa que o elabora. Ao contrário, é bom que seja um instrumento para a pessoa estar mais inteira, trabalhando para o crescimento do coletivo.
Um novo passo é pensar a pessoa e suas relações mais próximas e que tanto influenciam nossas escolhas. Chegou, então, o momento de conversar com os(as) amigos(as), com os(as) colegas do grupo de jovens, da escola e do trabalho. É indispensável nesse momento conversar sobre como anda a vida do planeta, como está o momento sociopolítico do país, como se está cultivando ou não as relações interpessoais com o(a) namorada(o), com os(as) amigos(as), com a turma do grupo de jovens, com o pessoal da escola e do trabalho etc. Uma pergunta fundamental é: que projeto pessoal de vida quero construir?
A ausência de um projeto de vida pode levar à perda da própria história, correndo também o risco de perder a própria identidade, bem como as perspectivas de futuro. Sonhar o futuro mobiliza a razão e o coração frente ao novo que nos desafia a fazer parte e a ser construído. É uma experiência saudável e estimulante para toda pessoa, mas, para um(a) jovem, é como uma fonte de inspiração para os ideais e as ações que certamente trarão felicidade para si e para outros(as).
Colocando no papel
Inicie revendo os aspectos mais importantes de sua vida: personalidade, família, estudos, trabalho, amizades, namoro, a comunidade e a sociedade em geral e responda mentalmente: O que tenho de deixar de fazer, já? O que tenho de começar a fazer, já?
Em seguida pegue sua agenda ou caderno e de forma mais sistemática responda às questões que propomos:
1) O que sou? Características, valores, potencialidades, limites, condições de vida etc.
2) Em quem acredito? Qual o rosto/imagem/experiência/visão de Deus que a minha vida deixa transparecer? Em que pessoas, de casa e da comunidade, confio? De quais lutas e causas participo? De quais quero participar?
3) Qual o meu compromisso? “Eis que faço novas todas as coisas.” Que sinais, que respostas concretas devo dar na vida, no cotidiano? Estabeleça metas a curto e a médio prazo.
4) Liste os recursos e pessoas que você poderá buscar para ajudar a realizar o seu projeto.
Agora é cabeça e mãos a pensar e a escrever. Não perca tempo, comece agora a fazer esse caminho rumo a horizontes do encontro consigo mesmo e com todas as pessoas que sonham e lutam pela vida e a querem cada vez mais bonita.
Buscando a juventude que existe em cada um de nós
Convoco você para a defesa da vida e a retomar a vocação à felicidade. Seremos felizes na medida em que nossos direitos de pessoa forem respeitados e tivermos espaço para viver intensamente os nossos dons e nos revelar em nossa originalidade.
A juventude é plural e diversa. Respeitar e oportunizar para que essa juventude possa situar-se no mundo e projetar-se nele como pessoa feliz é tarefa de todas as instituições, desde a família, grupos de jovens, escola, trabalho, igrejas, sindicatos, associações... É preciso saber acolher, escutar e valorizar a novidade que são os jovens em suas idéias e descobertas, também no desejo de construir um mundo mais justo.
O sistema gera violência
Em uma sociedade marcada pela má distribuição de rendas e de bens, a vida vai perdendo o sentido. As pessoas passam a ser julgadas pelo que possuem e são condenadas às prisões por causa da cegueira em torno do patrimônio. Fica reduzido o grupo que detém toda riqueza do mundo contra a maioria que vive em estado de ausências, perdendo sua condição de dignidade humana. A falta de um espaço de acolhimento, de alimento, de carinho, de criação, de conhecer, de poder locomover-se e de viver como gente afeta a vida da pessoa e sua construção de uma vida mais feliz.
Essa sociedade injusta centra toda sua produção, sua informação e comunicação nos bens. E a pessoa humana fica à margem. Esse movimento é gerador de muita violência. Os meios de comunicação, com todos os seus recursos de informação, mobilizam nossos desejos para consumir, ao mesmo tempo em que o sistema econômico centraliza esse poder de compra nas mãos de uns poucos.
Nesta sociedade também se oferecem meios para dopar os desejos e para controlar as frustrações, através dos vários tipos de drogas. Elas também servem para manter o sistema. O narcotráfico está bem organizado e sustenta a economia do mundo. Junto com ele estão as indústrias bélicas, que mantêm as guerras e o funcionamento do comércio das drogas. Também há outros recursos que envolvem as pessoas como as novelas, criando um mundo de personagens, com problemas e com idéias, que nos ajudam a manter a mente em outro lugar que não seja em nossas vidas.
Todo esse sistema em funcionamento na sociedade é gerador de violência. Impede a maioria dos jovens de organizar seus projetos de vida e de realizar seus sonhos, o que muitas vezes os empurra para a marginalidade.
Queremos viver
“A juventude quer viver”!
Nessa conversa convido vocês jovens a defender seus direitos: lazer, saúde, educação, trabalho, moradia, entre outros. Vamos lutar contra a redução da maioridade penal, porque creio que uma pessoa em formação merece ser tratada de modo diferenciado. Façamos um voto de confiança na vida da juventude e vamos motivar os jovens a discutirem sobre temas que influenciam diretamente em suas vidas. Vamos provocá-los a ler os acontecimentos e a pensar por eles mesmos.
Apesar da divulgação sensacionalista que a mídia faz de crimes que envolvem jovens, principalmente quando as vítimas são filhos(as) de famílias abastadas, os(as) adolescentes responsáveis por crimes violentos são minoria: dos crimes praticados no país, segundo pesquisas apenas 10% são cometidos por adolescentes e só 1,09 % dos crimes que envolvem homicídios são praticados por pessoas com até 18 anos. Isso a despeito de serem jovens as principais vítimas da violência.
Os números se elevam apenas nos casos de tráfico de drogas (12,08%) e porte ilegal de armas (14,8%). Dessa forma, caso fosse adotada a redução da maioridade penal, isso traria um impacto extremamente reduzido no que se refere à redução da criminalidade.
Um estudo da Organização Internacional do Trabalho (OIT) concluiu que 15% dos jovens que trabalham no tráfico têm entre 13 e 14 anos. O que faz supor que não haveria dificuldade em aliciar crianças cada vez menores a cada redução proposta na maioridade penal. Assim, rebaixar a idade penal equivale a jogar, cada vez mais cedo, as crianças no mundo do crime.
Queremos que todos os jovens possam ter direito à vida, à participação em grupos, a organizarem-se para que a vida em abundância aconteça e que as estruturas de morte sejam responsabilizadas pela violência e não os jovens e pobres que não têm a mínima condição para viver.
Precisamos debater e tratar dessa questão, nos envolver nesse fato.Precisamos integrar os jovens na sociedade, compartilhar com eles as descobertas que fizemos em nossos caminhos.
Convoco você para a defesa da vida e a retomar a vocação à felicidade. Seremos felizes na medida em que nossos direitos de pessoa forem respeitados e tivermos espaço para viver intensamente os nossos dons e nos revelar em nossa originalidade.
A juventude é plural e diversa. Respeitar e oportunizar para que essa juventude possa situar-se no mundo e projetar-se nele como pessoa feliz é tarefa de todas as instituições, desde a família, grupos de jovens, escola, trabalho, igrejas, sindicatos, associações... É preciso saber acolher, escutar e valorizar a novidade que são os jovens em suas idéias e descobertas, também no desejo de construir um mundo mais justo.
O sistema gera violência
Em uma sociedade marcada pela má distribuição de rendas e de bens, a vida vai perdendo o sentido. As pessoas passam a ser julgadas pelo que possuem e são condenadas às prisões por causa da cegueira em torno do patrimônio. Fica reduzido o grupo que detém toda riqueza do mundo contra a maioria que vive em estado de ausências, perdendo sua condição de dignidade humana. A falta de um espaço de acolhimento, de alimento, de carinho, de criação, de conhecer, de poder locomover-se e de viver como gente afeta a vida da pessoa e sua construção de uma vida mais feliz.
Essa sociedade injusta centra toda sua produção, sua informação e comunicação nos bens. E a pessoa humana fica à margem. Esse movimento é gerador de muita violência. Os meios de comunicação, com todos os seus recursos de informação, mobilizam nossos desejos para consumir, ao mesmo tempo em que o sistema econômico centraliza esse poder de compra nas mãos de uns poucos.
Nesta sociedade também se oferecem meios para dopar os desejos e para controlar as frustrações, através dos vários tipos de drogas. Elas também servem para manter o sistema. O narcotráfico está bem organizado e sustenta a economia do mundo. Junto com ele estão as indústrias bélicas, que mantêm as guerras e o funcionamento do comércio das drogas. Também há outros recursos que envolvem as pessoas como as novelas, criando um mundo de personagens, com problemas e com idéias, que nos ajudam a manter a mente em outro lugar que não seja em nossas vidas.
Todo esse sistema em funcionamento na sociedade é gerador de violência. Impede a maioria dos jovens de organizar seus projetos de vida e de realizar seus sonhos, o que muitas vezes os empurra para a marginalidade.
Queremos viver
“A juventude quer viver”!
Nessa conversa convido vocês jovens a defender seus direitos: lazer, saúde, educação, trabalho, moradia, entre outros. Vamos lutar contra a redução da maioridade penal, porque creio que uma pessoa em formação merece ser tratada de modo diferenciado. Façamos um voto de confiança na vida da juventude e vamos motivar os jovens a discutirem sobre temas que influenciam diretamente em suas vidas. Vamos provocá-los a ler os acontecimentos e a pensar por eles mesmos.
Apesar da divulgação sensacionalista que a mídia faz de crimes que envolvem jovens, principalmente quando as vítimas são filhos(as) de famílias abastadas, os(as) adolescentes responsáveis por crimes violentos são minoria: dos crimes praticados no país, segundo pesquisas apenas 10% são cometidos por adolescentes e só 1,09 % dos crimes que envolvem homicídios são praticados por pessoas com até 18 anos. Isso a despeito de serem jovens as principais vítimas da violência.
Os números se elevam apenas nos casos de tráfico de drogas (12,08%) e porte ilegal de armas (14,8%). Dessa forma, caso fosse adotada a redução da maioridade penal, isso traria um impacto extremamente reduzido no que se refere à redução da criminalidade.
Um estudo da Organização Internacional do Trabalho (OIT) concluiu que 15% dos jovens que trabalham no tráfico têm entre 13 e 14 anos. O que faz supor que não haveria dificuldade em aliciar crianças cada vez menores a cada redução proposta na maioridade penal. Assim, rebaixar a idade penal equivale a jogar, cada vez mais cedo, as crianças no mundo do crime.
Queremos que todos os jovens possam ter direito à vida, à participação em grupos, a organizarem-se para que a vida em abundância aconteça e que as estruturas de morte sejam responsabilizadas pela violência e não os jovens e pobres que não têm a mínima condição para viver.
Precisamos debater e tratar dessa questão, nos envolver nesse fato.Precisamos integrar os jovens na sociedade, compartilhar com eles as descobertas que fizemos em nossos caminhos.
Ser jovem... Sou jovem...
A Juventude brilha, mesmo quando a luz se apaga
Sou jovem
Sonhador, trovador,
À procura de oportunidades.
Trago no rosto a face do Cristo Libertador
Que cativa, que sorri,
Que gera amor.
Nos pés a ousadia de caminhar,
Desvendar, buscar horizontes.
De mãos dadas comungar os mesmos sonhos,
Conquistar, aproximar,
Abraçar o mundo,
Encantar.
Sou jovem,
Que encara o medo,
Que não teme o perigo,
Que busca a sorte.
Oxalá pro meu tempo.
Sou jovem
Do campo, da cidade.
Jovem do cabelo enrolado,
Do gingado,
Da pátria mãe gentil.
Brasil.
Sou jovem
De tantos rostos, amargura.
Carrego no peito a coragem e
O coração na espada,
Tantas inquietações, tantas lutas dia a dia,
Tanto sangue, suor, poesia,
Tantos refrões cantados,
Declamados, rezados,
Vida minha quer liberdade.
A Juventude brilha, mesmo quando a luz se apaga
Sou jovem
Sonhador, trovador,
À procura de oportunidades.
Trago no rosto a face do Cristo Libertador
Que cativa, que sorri,
Que gera amor.

Nos pés a ousadia de caminhar,
Desvendar, buscar horizontes.
De mãos dadas comungar os mesmos sonhos,
Conquistar, aproximar,
Abraçar o mundo,
Encantar.
Sou jovem,
Que encara o medo,
Que não teme o perigo,
Que busca a sorte.
Oxalá pro meu tempo.
Sou jovem
Do campo, da cidade.
Jovem do cabelo enrolado,
Do gingado,
Da pátria mãe gentil.
Brasil.
Sou jovem
De tantos rostos, amargura.
Carrego no peito a coragem e
O coração na espada,
Tantas inquietações, tantas lutas dia a dia,
Tanto sangue, suor, poesia,
Tantos refrões cantados,
Declamados, rezados,
Vida minha quer liberdade.
Por
Fábio Ferreira
Vitória da Conquista-BA
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